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sábado, 8 de janeiro de 2011

ESTIMULANTE PEDAGÓGICO



LEIA COM ATENÇÃO ANTES DE USAR




COMPOSIÇÃO:

Os comprimidos contém todas as virtudes que formam o Estimulante Pedagógico: amor, humildade, criatividade, sinceridade, alegria, inspiração, energia, visão, garra, paixão, persistência, dedicação e integração e estudo.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE:

Por todas as experiências pelas quais passamos e por tudo o que temos estudado e comprovado, não há dúvida de que o Estimulante Pedagógico é o remédio ideal para qualquer tipo de crise.
Para que o tratamento atinja seus objetivos é indispensável dedicação total de corpo e espírito para quem quer curar a causa e não o sintoma da doença.
Destina-se a quem está disposto a sofrer uma transformação íntima e jamais se arrepender disso.

INDICAÇÕES:

Ao paciente, que demonstrar de imediato apatia, desinteresse, pessimismo, falta de motivação, baixa de auto-estima, descontrole emocional, recomendado especialmente para pessoas que desistiram de sonhar ou para as que desistiram de si próprias.

CONTRA-INDICAÇÕES:

Nem a mais avançada ciência é capaz de apontar uma contra-indicação para o amor, a positividade e a energia.

PRECAUÇÕES:

Mantenha este medicamento ao alcance de todas as pessoas para que possam ser contagiadas.
Mantenha também ao alcance de todas as crianças. Não há prazo de validade, pode ser utilizado por toda a vida e sem o conhecimento de seu médico.

POSOLOGIA E MODO DE USAR:

Adultos - 1 drágea por dia ao acordar ou se preferir tomar todas as drágeas em dose única.

O resultado será surpreendente.

Crianças - o tratamento deverá ser iniciado com muito amor. Tomando uma dose por dia com muito sorriso e muito carinho, Estímulo constante ao seus sonhos e criatividade também fazem parte do tratamento.

Fonte: blog da Jack
Educar é...
Educar é viajar pelo mundo do outro sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para nos transformar no que somos.

O melhor educador não é o que controla, mas o que liberta. Não é o que aponta os erros, mas o que os previne. Não é o que corrige comportamentos, mas o que ensina a refletir. Não é o que enxerga o que é tangível aos olhos, mas o que vê o invisível. Não é o que desiste facilmente, mas o que estimula sempre a começar de novo.

O excelente educador abraça quando todos rejeitam, anima quando todos condenam, aplaude os que jamais subiram no pódio, vibra com a coragem de disputar dos que ficaram nos últimos lugares. Não procura o seu próprio brilho, mas se faz pequeno para tornar seu filhos, alunos e colegas de trabalho grandes.

O excelente mestre não é o que mais sabe, mas o que mais tem consciência do quanto não sabe. Não é o viciado em ensinar, mas o mais ávido em aprender. Não é o que declara os seus acertos, mas que reconhece suas próprias falhas. Não é o que deposita informações na memória, mas o que expande a maneira de ver, de reagir e de ser.

Educar é a tarefa intelectual mais fascinante e, ao mesmo tempo, a que mais revela nossa impotência.

(do livro MARIA, a maior educadora da história, de Augusto Cury

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ACEITA O DESAFIO DE SER SEMEADOR?

PROFESSOR SEMEADOR



Tu és presença e pessoa.


Não podes fugir à responsabilidade de semear!


Não digas: o solo é áspero, o sol queima,


Chove freqüentemente, a semente não presta!


Não é tua missão julgar a terra,


O tempo, as coisas,


Tua missão é semear!


As sementes são abundantes


E germinam facilmente.


Um pensamento, um gesto,


Um sorriso, uma promessa de alento,


Um aperto de mão, um conselho amigo,


Um pouco de água!


Não semeies, porém, descuidadamente,


Como alguém que se desincumbe de uma obrigação,


Ou que cumpre uma simples tarefa!


Semeia com amor, com interesse, com atenção


Como quem encontra nisso o motivo de sua felicidade!


E ao semear não penses:


Quanto me darão? Quando será a colheita?


Recorda que não semeias para enriquecer,


Aguardando o ganho multiplicado!


Semeias porque não podes viver sem doar-se!


És dono de ti mesmo e da vida


Quando trocas o teu pouco ou muito com o outro.


Sem esperar recompensas: serás recompensado!


Sem esperar riquezas: enriquecerás!


Sem esperar colheita: teus bens se multiplicarão!


Porque semeias num mundo


Onde doar é receber,


Onde dar a vida é perdê-la,


Onde gastar servindo


È fazer crescer e transformar!


Semeia sempre em todo o terreno,


Em todo o tempo e com muito carinho,

A semente,


Como se estivesses semeando o próprio coração.

A esperança a regará!

Sai Semeador! Parte!


Prepara! Leva contigo tudo o que tens, tudo o que sabes


E acolhes o que o outro te dá!


Aceita o desafio do Semeador


Que semeia o bem, a verdade, a sabedoria!


Tu também és um grande Semeador!'.

sábado, 18 de setembro de 2010

Navegando pela net encontrei um blog muito bom e li essa postagem que falava sobre  chamar as professoras de tia ou não.Resolvi publicá-la no meu blog, pois concordo plenamente com as palavras dela(Tia Jackeline). 
http://abcdejac.blogspot.com/


Comentário no qual Acredito!!!!!!



Professora sim, tia não????

Cá estou eu... segunda e terça sempre envolvida com o plano de aula, semanário ou planejamento semanal (como entendas).Professora, é o que escolhi ser na vida pra colaborar com um mundo melhor, mas ao contrário de muitas colegas de trabalho... não me importo de ser também "tia".Leia pq:



Engraçado... esta é uma questão que não me incomoda muito.Sou do tempo que se chamava carinhosamente professora de "tia" e eu sabia distinguir perfeitamente quem era a tia irmã de mamãe/papai e quem era a tia da escola que cuidava de mim e me ensinava um monte de coisas.

Meus alunos, alguns deles, me chamam de tia e eu mesma por vezes me defino assim, sem ao menos perceber.Acho que é uma questão de respeito à infantilidade da criança (no que se trate da faixa etária e a visão de mundo).No devido momento, eles deixam de falar por si próprios e sabem que a tia da escola é a tia professora.Esta é uma polêmica com a qual não me preocupo.Na época em que as professoras eram chamadas de tia ou de "dona sei lá o quê", década de 70 a 80, os professores eram muito mais valorizados e tinham certo status social.Hj em dia, que interessa ser chamada de tia ou professora se nem os adultos, donos e senhores das leis, nos destinam o devido respeito?

Lembram-se muito de nós sim, para suas campanhas eleitoreiras, descomprometidamente.O que vejo atualmente em nosso país é a educação sendo constantemente enchovalhada com mudanças de lei que só aumentam a disparidade entre aqueles que podem e aqueles que não podem pagar um colégio particular.E o caos das escolas públicas, responsáveis pela formação de grande parte dos cidadãos brasileiros?Os meios de comunicação de massa, não poucas vezes, mostram os absurdos cometidos: alunos aprovados sem os pré-requisitos necessários, alunos estudando em condições precárias, alunos que passam por passar, sem ao menos se destinar a perder uma partida de bola, um vídeo game ou um programa de TV pra se dedicar aos estudos (com respeito às exceções).Alunos que nunca chamaram a professora de "tia", pq alguém um dia disse que era errado e pejorativo e, chamando de professora, atiram contra seus mestres ou colocam em risco suas vidas nas periferias das gdes e movimentadas cidades... por vezes, nem notam seu "mestre", são completamente indiferentes.Ahhh gente... não está no fato de me chamarem de "tia" ou professora a qualidade do trabalho que ofereço a eles.Importa-me que me entendam, que me respeitem, que juntos alcancemos nossos objetivos, seja com a Tia Jacqueline ou com a Professora Jac.Desculpem meu desabafo! É só mais um jeito meu de pensar que há muito trago comigo.

(P.S.: Sou formada em Pedagogia, atuo na área da educação desde 1990 e, atualmente, trabalho com as sementes - educação infantil - crianças de 4-5 anos)

contexto original na página: abcdejac.blogspot.com/2007_06_01_archive.html

sexta-feira, 16 de julho de 2010


Os 10 Mandamentos do Educador

1 - Amar. Amar sobre todas as coisas a criança, os homens, Deus .

2 - Não se irritar em vão; pelo contrário, ter muita paciência.
3 - Guardar o respeito devido à personalidade infantil.
4 - Honrar a virtude: dar sempre à criança o exemplo da Caridade, da Justiça, da Humildade
5 - Não matar a iniciativa e o entusiasmo infantil.
6 - Guardar uma janela aberta aos ideais elevados e um coração sensível aos afectos puros.
7 - Não se furtar a trabalhos e canseiras
8 - Não levantar dificuldades à manifestação espontânea dos interesses e das tendências infantis; mas, ao contrário, favorecê-las, para melhor as poder dirigir
9 - Não desejar fazer tudo em um só dia. A educação é obra de persistência e continuidade. Em educação, gastar tempo é ganhá-lo.
10 - Não cobiçar elogios e honrarias, nem sequer compreensão; mas trabalhar na certeza reconfortante de que educar é contribuir para a felicidade dos homens e dos povos.
Fonte do
texto:http://carissimos.blogspot.com/2005/11/contributo-amigo.html

quinta-feira, 25 de março de 2010

O que uma educadora deve ter...

Uma memória de elefante, para de tudo se lembrar.
Uma paciência de anjo, para a todos educar.
Olhos à volta da cabeça, para tudo poder ver.
Resposta automática, para a todos responder.

Microfone incorporado, para tudo registar.
Umas costas bem largas, para tudo isto aguentar.
Ouvidos com controle de intensidade, para não ficar com a cabeça atordoada.
E uma voz bem resistente, para não ter de ficar calada.

Oito braços como um polvo, para a todos ajudar.
E um coração de criança, para tudo apreciar.
Um bom filtro nasal, para aos maus cheiros resistir.
E um enorme bom humor, para tudo encarar a rir!

Mais 10 dedinhos de fada, que ajudem a trabalhar…
E umas pernas de atleta, para os mais pequenos apanhar.
Conhecimentos de informática, para usar o computador.
E também de medicina, para aliviar a dor.

Precisa também de ter muita cultura geral.
E nas áreas científicas, não poderá dar-se mal…
Biologia, Matemática e também Meteorologia.
Para além de Físico-química e também Geografia.

Tem de saber Psicologia, para lidar com as pessoas.
E dizer, sem magoar, às vezes coisas menos boas…
Enfim, uma Educadora à medida da necessidade,
Só feita por encomenda, não vos parece verdade?

Autor desconhecido

quinta-feira, 4 de março de 2010

ALFABETIZAÇÃO HOJE

Professora Cleunice Orlandi de Lima
O presente artigo, publicado pela professora Cleunice em junho de 1991, mostra o quanto ainda é atual. Olhando friamente os resultados de uma pedagogia de alfabetização inadequada praticada ao longo desses anos (vide redações de alunos dos ENEMs e outras estatísticas em todo o território nacional) constatamos inequivocamente o quanto a professora tinha e continua tendo razão.

O Brasil importou as teorias de alfabetização de Emília Ferrero e deseja, a qualquer custo, implantá-las aqui. Eu particularmente, não aceito tais teorias e eis os motivos:

Emília Ferrero nasceu na Argentina, estudou na Suíça e mora no México.

Não sabe falar nossa língua, desconhece nossa cultura, ignora nossa realidade e, acima de tudo, nunca alfabetizou! Ela está sendo badalada porque, na Suíça, foi discípula de Piaget. Só por isso. Se tivesse sido aluna de um Zé da Silva qualquer, lá no Pantanal, suas idéias nem seriam ouvidas, mesmo que fossem excelentes. E o que é a Suíça — país onde ela aprendeu a “alfabetizar”?

A Suíça é menor que o Rio de Janeiro, não tem inflação e tem o sistema monetário mais estável do mundo (os nossos marajás escondem seu dinheiro nos bancos da Suíça).

As maiores cidades de lá não têm mais que 600 mil habitantes. O analfabetismo foi erradicado antes de Emília nascer. Lá não há pobres nem fracos, pois o próprio clima se encarrega de acabar com eles (num frio de mais de 30 graus negativos, não há pobre que agüente). A Constituição de 1874 ainda está em vigor. As escolas são verdadeiros cartões postais: prédios sólidos, enormes, cercados por alamedas ajardinadas imensas.

Número de alunos por classe é reduzido (aliás, lá eles nem têm crianças e vem comprar bebês brasileiros). Os professores são bem pagos. A tecnologia é uma das mais precisas do mundo. O povo é tão desprovido de problema, que a Suíça tem o maior índice de suicídios do mundo. Suicídios, por falta de problemas!!!

Compare isso ao Brasil:
Até 50 alunos numa classe alfabetização, em prédios caindo, sem água potável, ladrões roubando até merenda e cadernos. Professores mal pagos abandonando a profissão para os mal formados, leigos, semi-alfabetizados. Salários com até 5 meses de atraso, greves anuais, cavalos pisoteando quem reclama. Sem material didático e quando nos chega algum, não pode usar, senão acaba.

Sem bibliotecas, sem giz, sem carteiras. Alunos cheios de amarelão, sarna, piolho, fome, frio, verminose, tosse de cachorro. Superpopulação (só na cidade de São Paulo, nascem mais de 400 mil crianças por ano!). Um clima tão bom, que poucos morrem de frio ou calor; pobres e doentes vivem muito, pondo mais filhos no mundo, que vão à escola mais para comer, do que para aprender a ler. E autoridades, que só sabem mandar papéis — papéis para a escola inteira; papéis aos montes, que devem ser lidos às pressas, preenchidos e devolvidos antes da chegada de novos papéis. Papéis, para mascarar a incompetência em administração.

É nesse ambiente, que nossas mui sábias autoridades exigem que se aplique o modelo educacional da Suíça!! Mas quem terá sido Piaget, que mesmo morto, se faz presente através de Emília Ferrero?

Piaget era francês e desenvolveu suas idéias na Suíça. Tudo do que escreveu, foi tendo em vista aquelas crianças bem tratadas, bem amadas, saudáveis, protegidas por sistema político e social perfeito. Piaget nunca se importou com o Brasil, nunca estudou nosso povo, para desenvolver uma prática aplicável aqui. E, prova disso, está na viagem que fez ao Rio de Janeiro, em 49, para uma conferência e se recusou a visitar São Paulo, COM MEDO DE SER PICADO POR COBRA! Cobras, nas ruas de São Paulo! Nota-se, pois, sua total ignorância, indiferença e até desprezo pelo Brasil. Para Piaget, não passávamos de selvagens e ele não abrangia selvagens nos seus estudos. Este era o homem, cujas idéias estão sendo impostas às nossas escolas.

Emília afirma que os alunos devem construir seu próprio conhecimento como se conhecimento pudesse ser construído assim, de qualquer maneira, ao sabor de cada pessoa, como se o conhecimento não estivesse já, todo com suas estruturas cimentadas, só à espera que nos apossemos dele e não que o construamos.

Se assim não fosse, não precisaríamos de escolas, cada qual criaria seu próprio sistema de escrita e numeração, mesmo que fossem diferentes dos sistemas de escrita e numeração construídos pelas demais pessoas da mesma casa. Cada qual constrói o seu, como quiser. Seria o caos!

E mais: Se a construção de conhecimento for válida para a alfabetização, ela deve ser válida para as demais atividades. Neste caso, deve-se entregar as chaves do carro à menina de 7 anos, para que ela construa seu próprio conhecimento sobre dirigir! E pode-se entregar ao menino de 6 anos, uma arma carregada, para que ele construa seu próprio conhecimento sobre o manejo de armas. E deve-se empurrar a criança que ainda não sabe nadar, de cima do trampolim da piscina, para que ela tenha oportunidade de construir seu conhecimento sobre natação. Se o construtivismo estiver certo, então poderá ser aplicado em todas as atividades, ué!

Emília condena a prática de se corrigir a criança, quando esta faz algo de maneira incorreta. Segundo ela, depois de errado, aprende-se o certo. E eu retruco: É falso! Depois de errado, nunca mais se aprende o certo. Quem aprendeu a datilografar com apenas dois dedos, nunca mais vai aprender a usar os dez dedos, porque o erro se fixou. “A lã, uma vez manchada, jamais readquire a alvura primitiva” (Pestalozzi).

Os apreciadores de Emília são aqueles que, como ela, nunca alfabetizaram. Devido sua incapacidade de lecionar, safaram-se da sala de aula e hoje, dão ordens absurdas sobre alfabetização. Por estes e outros motivos que não declinei, não aceito as teorias de Emília Ferrero. Se suas idéias fossem mesmo tão boas, Emília teria nos legado uma prática de ensino e não apenas teorias.

Mas não sou radical. Assim que ficar provado que as idéias dela são as melhores tanto para o centro de São Paulo, quanto para uma tribo do Amazonas (se a teoria for certa, ela deve funcionar em qualquer parte do mundo), aí sim, darei a mão à palmatória.

Se as primeiras turmas alfabetizadas por teorias ferreiristas enfrentarem os vestibulares com o mesmo brilhantismo nosso, do tempo de “A pata nada”, aí sim, estarei convencida. Mas, até lá, continuarei a achar que Emília Ferrero é um engodo sofisticado e continuarei a fazer-lhe oposições.

(Professora! Você tem o direito de optar entre os métodos de ensino. Ninguém pode obrigá-la a usar Emilia ou qualquer outra metodologia este direito está garantido pelo Estatuto do Magistério, no art. 61).


FONTE: http://www.professoradepapel.com.br/nv/n-08.pnb

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SOU EDUCADORA

Quando digo que sou educadora de infância em geral, respondem com um “Ah” tão insípido, que gostaria de dizer:
Em que outra profissão poderias pôr laços no cabelo, fazer penteados inovadores e ver um desfile de moda todas as manhãs?
Onde te diriam todos os dias “És linda”?
!!!Em que outro trabalho te abraçariam para te dizerem o quanto te querem?
Em que outro lado te esquecerias das tuas tristezas para atender a tanto joelho esfolado, e coração afligido?
Onde receberias mais flores?
Onde mais poderias iniciar na escrita,uma mãozinha que, quem sabe, um dia poderá escrever um livro.
Em que outro lugar receberias de presente um sorriso como este?
Em que outro lugar te fariam um retrato grátis através de um desenho?
Em que outro lugar as tuas palavras causariam tanta admiração?
Em que trabalho te receberiam de braços abertos depois de teres faltado um dia?
Onde poderias aprofundar os teus conhecimentos sobre bichos da seda, caracóis, formigas e borboletas?Em que outro lugar derramarias lágrimas por ter que terminar um ano de relações tão felizes?
Sinto-me GRANDE!Trabalhando com pequenos!
A todos os educadores de infância, que tanto semeiam para que outros recolham
A todos os que escolheram esta profissão…
Obrigada!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

SER PROFESSOR É...

Ser professor é ser artista,
malabarista,
pintor,
escultor,
doutor,
musicólogo,
psicólogo...
É ser mãe, pai, irmã, avó...
É ser palhaço, bagaço...
É ser ciência e paciência...
É ser informação.É ser ação,é ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido? Muito.Defendido? Nunca.
O seu filho passou?Claro, é um gênio.Não passou?O professor não ensinou.
Ser professor é um vício ou vocação?
É outra coisa...É ter nas mãos o mundo de amanhã.
Amanhã.Os alunos vão-se...E ele, o mestre, de mãos vazias, fica com o coração partido.
Recebe nova turmas, novos olhinhos ávidos de cultura.
E ele, o professor, vai despejando com toda a ternura, o saber, a orientação nas cabecinhas novas que amanhã luzirão no firmamento da pátria.
Fica a saudade, a amizade.
O pagamento real?
Só na eternidade.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

METAMORFOSE

"...Lembro-me de uma manhã em que eu havia descoberto um casulo na casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair.Esperei bastante tempo, mas estava demorando e eu estava com pressa.
Irritado, curvei-me e comecei a esquentá-lo com meu hálito.Eu o esquentava impaciente e o milagre começou a acontecer diante de mim, a um ritmo mais rápido que o natural.
O involucro se abriu, a borboleta saiu se arrastando e nunca hei de esquecer o horror que senti então: suas asas aindas não estavam abertas e com todo o seu corpinho que tremia, ela se esforçava para desdobrá-las.
Curvado por cima dela, eu a ajudava com meu hálito, em vão.Era necessário uma paciente maturação, o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol: agora era tarde demais.
Meu sopro obrigava a borboleta a se mostrar toda amarrotada antes do tempo.Ela se agitou desesperada e alguns segundos depois, morreu na palma de minha mão.
Aquele pequeno cadáver é, eu acho, o peso maio que tenho na conciência.Pois hoje entendo bem isto: É um pecado mortal forçar as grandes leis.
Temos que não nos apressar, não ficar impaciente, seguir com confiança o ritmo eterno."

Nikos Kasantzaki

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA



Relata a Sra. Thompson que, no seu primeiro dia de aula, parou á frente de seus alunos da quinta série primária e, omo todos os demais professores lhes disse que gostava de todos por igual. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Teddy. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estava sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano. A Sra. Thompson deixou a ficha de Teddy por último. Mas quando a leu foi grande a surpresa.
A professora do primeiro ano escolar de Teddy havia escrito o seguinte: “Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.”
A professora do segundo ano escreveu: “Teddy é um excelente aluno e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.”
Da professora do terceiro ano constava a anotação seguinte: “A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.”
A professora do quarto ano escreveu: “Teddy anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na aula.”
A Sra. Thompson se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Sentiu-se ainda pior quando lembrou dos presentes de Natal que os alunos haviam lhe dado, envoltos em papel colorido, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel marrom de supermercado. Lembra-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade. Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.
Naquela ocasião Teddy ficou um pouco mais na escola do que o de costume. Lembrou-se, ainda, que Teddy lhe disse que ela estava cheirosa com sua mãe.
Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Thompson chorou por longo tempo...
Em seguida, decidiu-se a mudar a sua maneira de ensinar e e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy.
Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava . E quanto mais ela dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Teddy saiu como o melhor da classe.
Um ano mais tarde a Sra. Thompson recebeu uma notícia em que Teddy lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida. Seis anos depois, recebeu outra carta de Teddy contando que havia concluído o segundo grau e que continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Theodore Stoddart, seu antigo aluno, mais conhecido como Teddy.
Mas a história não terminou aqui . A Sra. Thompson recebeu outra carta, em que Teddy a convidava para seu casamento e anunciava a morte de seu pai.
Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Teddy anos antes, e também o perfume.
Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por um longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: “Obrigado por acreditar em mim e me fazer importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.”
Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho: “Você está enganado. Foi você que ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal, eu não sabia ensinar até que o conheci.”
O texto acima aplica-se em quase tudo em nossas vidas, sempre podemos fazer a diferença, quando acreditamos em nosso semelhante e lhe damos a mão.

A mensagem do milho

Aprendi com um humilde plantador:
Há milho de toda a espécie, mas tudo é milho.
O milho produz conforme é tratado.
Se lhe tiro o amido, dá maizena.
Se frito, dá pipoca.
Se môo, dá farinha ou fubá.
Se cozido ou assado, é bom para comer.
Se fica velho, é bom para os cavalos e galinhas.
Mas o milho só produz o que quero, se o trato conforme precisa.
E cada a espécie só posso pedir o que posso dar: milho comum não dá pipocam, milho de pipoca nõ serve para fazer curau.
E o milho só produz se é tratado como devido, na hora exata.
Se não cozinho o milho verde enquanto está verde, fica duro.
Se frito o milho verde não dá pipoca.
Se colho o sabugo antes dele crescer, ele não serve.
Até que ele fique como quero, como precisa, tenho que cuidar dele, dar-lhe o que necessita.
Essa lição do milho também serve para quem cuida de gente e e para quem quer amar.
Amar é ajudar a produzir, a ser, a realizar-se.
Não peça ao milho verde que ele dê pipoca, nem ao milho imaturo que seja como um milho que já dê alimento.
Dê-lhe o que precisa para que se desenvolva, conforme a sua espécie.
Assim como o sábio plantador é dada a satisfação de colher belas espigas, ao educador, com o seu trabalho, habilidade, dedicação e amor ,é dado o milagre de transformar tenras criaturas em seres prontos a produzir e realizar-se.

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