Mostrando postagens com marcador REUNIÃO DE PAIS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador REUNIÃO DE PAIS. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de junho de 2010

ÉTICA E MOCHILA ESCOLAR- Içami Tiba

É quando o discípulo está pronto que o mestre aparece. É um velho ditado hindu. Muitas vezes o mestre não é uma pessoa, mas um episódio do cotidiano. A Psicologia Educacional está presente nos pequenos atos, que podem passar despercebidos.
Venha comigo observar, à porta de uma escola qualquer, a hora da chegada das crianças com as respectivas mães. Observe: quem carrega a mochila escolar? Na maioria das vezes é a mãe. Essa mãe, por hipersolicitude e num gesto de amor, carrega a mochila do filho para poupá-lo desse esforço. Há mãe exagerada: leva três mochilas nas costas, segura ou carrega o filho menor, enquanto vai cuidando para que os outros filhos não fiquem se matando pelo caminho.
E, quando chegam ao portão da escola, o que acontece?
O filho foge para dentro da escola, e a mãe tem de correr atrás dele para entregar-lhe a mochila e, já com os lábios estendidos, dar-lhe um beijinho de despedida...
Por que um filho, nessa despedida, não beija sua mãe?
Qualquer ser humano, ao se separar de alguém, pelo menos por educação se despede dele. Os enamorados beijam-se tão demoradamente que é impossível saber se estão se despedindo, ou "ficando", ou até mesmo se chegando... Somente quando não usufruímos a companhia é que "saímos de fininho", isto é, sem nos despedir dela. Portanto, se um filho não beija sua mãe é porque não usufruiu prazerosamente sua companhia. Significa também que o filho não reconheceu a ajuda que a mãe lhe deu.
Ajudar é muito nobre e um gesto de amor, ao qual mãe nenhuma se furta. Mas, se não ficar claro que a mãe o está ajudando, o filho pode entender que é responsabilidade dela carregar sua mochila. Assim se perpetua que quem vai à escola é ele, mas quem deve carregar a mochila é a mãe.
Para que carregar sua mochila se, até então, isso é obrigação da mãe? Essa é uma das melhores maneiras de um filho não adquirir responsabilidade pela própria vida. Mas o pior é quando o filho acredita que é obrigação dos pais carregar as "mochilas da vida" e que a ele só cabe viver o prazer. O filho se deforma transformando-se em "folgado", enquanto os pais se "sufocam".
Assim vai se organizando uma falta de ética em que o respeito a quem o ajuda passa a não existir e a responsabilidade pelos próprios compromissos a se diluir. Quem não respeita a própria mãe não tem por que respeitar outras pessoas: pai, professores, autoridades sociais ou qualquer ser vivente, seja mendigo, seja índio... Quem não se responsabiliza pelos próprios atos não tem por que se preocupar com o que faz ou deixa de fazer... Tudo isso pode ocorrer se carregar a mochila do filho for extensão social do que a mãe faz dentro de casa, isto é, se ela carrega também a casa toda...
Carregar a mochila do filho é um erro de amor. Cometido por amor, pode ser até aceitável, mas não se justifica. O maior amor é criá-lo e educá-lo para a vida. E a vida exige qualidade, ética, liberdade e responsabilidade. Ainda bem que nossa psique é plástica e os comportamentos podem ser mudados a qualquer momento, desde que estejamos realmente mobilizados para isso.
Na primeira oportunidade esta mãe deveria fazer o esforço sobrematerno, que é maior que o sobre-humano, para não carregar a mochila do filho. Vai ser uma briga interna muito grande contra a sensação de estar sendo má, incompetente e omissa... Mas a mãe tem de saber que o que sempre fez, pensando estar ajudando, na realidade prejudicou o filho e acreditar que pode mudar. Portanto, essa mudança de atitude tem a finalidade de educar saudavelmente o filho, porque só o amor não é suficiente para uma boa educação.
O filho tem de sentir todo o peso de sua mochila. Cabe à mãe oferecer ajuda. Se ele, por birra, já que nunca carregou peso algum, recusar a ajuda, ótimo! A mãe não deve sentir-se inútil. Pelo contrário, deve usufruir o filho, que está começando a assumir a própria responsabilidade, e curtir essa felicidade. A mãe não deve incomodar-se com os olhares indignados de outras mães, querendo dizer: "Que mãe desnaturada, que deixa o filho soterrado sob a mochila". A mãe precisa devolver os olhares dizendo "quão cegas e submissas elas estão sendo aos próprios filhos, que logo irão chamá-las de "escravas", e perceber nelas já uma pontinha de inveja por alguém estar conseguindo o que elas sempre desejaram... É bem provável que já no dia seguinte essa mãe encontre algumas parceiras para sua felicidade.
Chegará uma hora em que o próprio filho, não agüentando mais carregar a mochila, dirá, com aquele ar de súplica que desmonta qualquer coluna vertebral materna: "Manhêêê, me ajuda?" Esta é a hora sagrada que Deus arrumou para a mãe tentar reparar as falhas educativas anteriores. Portanto, não a deve perder de forma alguma. Carregar todo o peso da mochila outra vez, jamais! Mesmo que tenha de lutar com todas as forças contra o "determinismo do instinto materno". É chegada a hora de efetivamente ajudar o filho no que ele precisa. Portanto, nesse exato momento cabe à mãe abrir a mochila, que ele mesmo deve, ou deveria, ter arrumado, e deixá-lo pegar o que consegue carregar. Se ele quiser levar a mochila com menos cadernos, ótimo! Se quiser carregar alguns cadernos, ótimo também! Mesmo que seja pouco, se o filho começar a carregar alguma coisa, já é ótimo. Até agora o que ele aprendeu é que levar a mochila é obrigação da mãe. Portanto, vamos devagar, até ele reaprender que essa obrigação é dele, e a sua mãe só o está ajudando. Se de pequenino o filho carrega alguns cadernos, à medida que vai crescendo pode levar mais cadernos, até chegar o dia em que conseguirá carregar toda a mochila. Educar é preparar o filho para a alegria da liberdade sem depender de ninguém para "carregar suas mochilas".
Nesse novo processo, o mais importante é que o filho, ao chegar ao portão da escola, sente na própria pele a ajuda de sua mãe, medida e quantificada pelo peso da mochila que deixou de carregar. Nessa hora, seu coraçãozinho se enche de gratidão, e vem espontaneamente o tão desejado beijo do qual ela tanto correu atrás. É um sentimento de reconhecimento do esforço que sua mãe sempre fez e ao qual ele nunca deu valor. Esse reconhecimento dá ao filho o sinal da existência da mãe. Se existe, a mãe deve ser respeitada.
Assim, o filho, carregando a própria mochila, sendo auxiliado pela mãe nessa pesada tarefa, cria dentro de si respeito pela pessoa que o ajuda. Essa gratidão entra em seu quadro de valores e penetra fundo em seu modo de ser. Quem tem respeito à própria mãe também respeita seus semelhantes. É dessa maneira que um filho pequeno adquire a ética que vai torná-lo um cidadão na sociedade.
O NÓ DO AFETO
Em uma reunião de pais numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes também que se fizessem presentes o máximo de tempo possível... Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças. Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o seu filho, nem de vê-lo durante a semana, porque quando ele saia para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo... Quando voltava do serviço já era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beija-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beija-lo.Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.A diretora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras das pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples, mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento, simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho muito mais do que presentes ou desculpas vazias.É válido que nos preocupemos com as pessoas, mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso. Para que haja comunicação é preciso que as pessoas "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas SABEM registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.
" O tempo é algo que não volta atrás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe mande flores"WILLIAM SHAKESPEARE

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A RATOEIRA

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposaabrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali.Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:"- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!! "A galinha, disse:"- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda."O rato foi até o porco e lhe disse:"- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !!!""- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces."O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:"- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!"Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar aratoeira do fazendeiro.Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima.A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa.E a cobra picou a mulher...O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.Ela voltou com febre.Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.Para alimenta- los o fazendeiro matou o porco.A mulher não melhorou e acabou morrendo.Muita gente veio para o funeral.O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo."Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.O problema de um é problema de todos."

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SUGESTAÕ PARA REUNIÃO DE PAIS

PRIMEIRA REUNIÃO: Confeccionar um vaso com o nome da criança( papel color-set ou use a sua criatividade).
Pedir aos pais que escrevam atrás do vasinho o que eles gostariam que seus filhos aprendessem ou desenvolvesse ao longo do ano.Guarde!
SEGUNDA REUNIÃO: Mostre o mesmo vaso a cada um dos pais, mas agora com o caule e uma folha( confeccionados com palito de sorvete ou churrasco encapados de verde).
Peça que os pais releiam o que eles escreveram na primeira reunião e peça agora que eles escrevam na folha como foi o primeiro semestre e o que eles esperam para o segundo semestre.
TERCEIRA REUNIÃO: ( ou última reunião):Mostre novamente o vaso com o caule, a folha e agora com uma flor( pode ser de dobradura). Dentro da flor escreva essa mensagem:
"Nossa semente floresceu"
Converse com os pais como todos se desenvolveram e mostre que assim como as plantas cada criança tem um tempo para se desenvolver, precisando apenas de cuidado, carinho , incentivo.

  ©Template designer adapted by Ana by anA.

Essa página é hospedada no Blogger. A sua não é?